BONDAGE-ARTIGO
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COMO FAZER ALGUÉM SE AMARRAR EM VOCÊ
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Atualizado em: 13/08/2004 |
Levando-se em consideração, que em sua essência o Bondage é não ter opções numa condição consensual de limitação física da ação(com jogos e técnicas de amarração por cordas, visando imobilização) usada não para dominar a relutância, mas para incrementar o orgasmo através da escravidão, inter-dependência e submissão numa experiência sensual e sexual de cativeiro seguro, o Bondage é uma experiência que visa aumentar as sensações sexuais.
Em parte porque é uma expressão inofensiva da agressividade sexual(algo de que necessitamos imensamente, devido aos preconceitos da nossa cultura neste campo) mas, também, por causa dos seus efeitos físicos.
Um orgasmo lento em situação de imobilidade forçada é uma experiência inesquecível para aqueles que o tentam sem medo agressividade alheia. "Qualquer imposição à atividade muscular e emocional tende normalmente a aumentar o estado de excitação sexual", nas palavras de Havelock Ellis. As pessoas em geral, sempre se excitaram com a idéia de obter o máximo de prazer sexual uns dos outros e a "imobilização erótica" foi sempre um excitante apreciado.
Qualquer herói ou heroína popular que se preze são amarrados periodicamente pelos pés e mãos, a fim de poderem ser posteriormente salvos. Fantasias deste tipo são muito frequentes na cinematografia mundial(na sua maior parte são absolutamente impraticáveis e dirigidas à retina e não à inteligência do espectador) e agem como uma válvula de escape para aquelas pessoas que têm problemas de agressividade ou precisam de um simulacro de violação para poderem ir para a cama e ter prazer sem sentir culpa. A maioria das pessoas tem vestígios destas necessidades e gostam de dominar simbolicamente umas as outras de vez em quando, ou até de se sentir dominadas.
Mas os jogos de imobilização, também são praticados por muitos amantes sérios que desejam descobrir novas sensações e/ou aumentar seu prazer sexual, preenchendo assim muitas lacunas importantes de sua sexualidade. Isto exige uma certa aprendizagem (os primeiros esforços frequentemente são penosos ou estéreis ou até inutilizam uma ereção por falta de jeito), mas com rapidez e habilidade, muitas pessoas, surpreendentemente, descobrem-se Tops natos. Outros recomendam o Bondage apenas como um jogo sexual para ser praticado ocasionalmente(se não por outras razões, pelo menos para uma masturbação, partilhada à dois, lenta e realmente bem executada).
Com efeito, uma imobilização verdadeiramente hábil produz resultados sensacionais. Do ponto de vista sexual, na maior parte dos homens(que não sejam tímidos) quer dando, quer recebendo, como aliás, qualquer outra técnica que envolva estímulo e simbolismo do "prisioneiro-sexual", que se bem amarrado não só parece, mas também se sente muito sexy.
As pessoas que potencialmente poderiam reagir bem a este método podem necessitar de uma preparação cuidadosa, no caso de recearem o seu simbolismo "agressivo", mas este tipo de fantasia apenas atemoriza as pessoas cuja concepção de ternura é... romântica demais.
Alguns homens, devido ao seu papel social de dominador-ativo(pelo menos a maior parte do tempo) de vez em quando precisam se sentir dominados. Outros gostam dos símbolos de domínio e preferem ser agressivos desde o início.
Quando amarramos o parceiro pelos pés e pelas mãos, firme, mas confortavelmente, de modo que ele possa se mexer tanto quanto quiser sem se soltar e, depois, levá-lo ao orgasmo, isso gera uma sensação agradável, recompensadora e de extrema segurança, além de ser uma sensação sexual excitante, permite que muitas pessoas (que não o conseguem chegar ao orgasmo de maneira convencional) o atinjam de forma total. Pode ser que berrem no momento crítico, mas certamente vão gostar muito. A habilidade, aqui, reside em distinguir os ruídos que exprimem mal-estar, dos pulsos torcidos, cãibras ou outras dores, das manifestações normais do êxtase; os primeiros significam "Pare já" e os outros "Continue, pelo amor de Deus, e faça-me acabar".
Jogos deste tipo podem ser um "extra"... um "plus"... a mais adicionado a todas as formas de atividade sexual e de coito convencionais, já que o amante amarrado pode ser beijado, masturbado, montado ou simplesmente acariciado até o orgasmo. Mas são muito adequados as sensações intensas e quase insuportáveis produzidas pelas carícias manuais lentas e hábeis, tanto no homem bottom quanto no Top. A prisão dá ao amante passivo(bottom) algo de muscular para fazer, enquanto fica incapaz de alterar o curso dos acontecimentos ou o ritmo e velocidade da estimulação (a que Theodor Reik chamava o "fator de suspense") e permite ao amante ativo (Top) levar seu companheiro, à "alturas estonteantes" (e no caso da inversão de papéis, este pode enlouquecer o outro, demorando ainda mais o processo).
Os amantes experimentados e audaciosos descobrirão logo o contexto adequado à imobilização. Este surge naturalmente num tipo de "batalhas amorosas" tão ao gosto de certas pessoas mais dinâmicas, em que o bottom finge resistência para obter, uma torção de braço, aumentando assim o ritmo do jogo, e depois continuar a ser dominado, mas também se pode fazê-lo com menos violência e sortear para ver quem será o primeiro a ser amarrado.
Outro contexto, para os que fazem jogos sexuais de adultos, é simplesmente determinado pelo impulso. Um ou outro pede ou diz: "agora é a minha vez", ou o parceiro de espírito mais empreendedor começa e realiza as suas aspirações. Pode ser que ele acorde e descubra que o outro virou o jogo e que agora, está acabando de lhe amarrar os pulsos; então já é tarde demais para protestar, o melhor a fazer é experimentar, até mesmo para adquirir experiência e saber como incrementar ainda mais a relação, colocando-se no lugar do parceiro bottom na próxima vez que você for o Top.
Para que isto funcione como jogo, é evidente que deve ser feito de maneira não dolorosa ou perigosa. Além de tudo isto, qualquer tipo de crueldade como amarrar alguém que tenha medo real de ser amarrado, cordas extremamente apertadas, meter coisas pela boca das pessoas , truques idiotas como pendurar alguém por qualquer parte do corpo são práticas simplesmente cruéis, dolorosas e inibidoras para quaisquer parceiros sérios. Isso é um ato de psicopatologia e não de uma prática sexual sadia. A imobilização como jogo sexual agradável nunca é dolorosa nem perigosa. Pode, claro, ser praticada apenas pela sua agressividade simbólica, mas pelo menos metade da recompensa é diretamente física.
A maioria esmagadora das pessoas que a praticam (e há muitas) gosta de ser amarradas para ter de lutar contra a prisão e também pelas sensações epidérmicas e musculares, além da liberação de certos bloqueios infantis e pelo fato de terem prazer de qualquer maneira. Também ajuda na superação do nosso tabu cultural referente as sensações extragenitais intensas, que pertence ao mesmo tipo de bloqueios. Mas se tiverem cuidado, as marcas das cordas desaparecem em poucas horas.
Algumas pessoas mais enérgicas gostam também de ser amordaçadas. Como alguns dissem, "mantém o gás do champanhe". Amordaçar e ser amordaçado excita muitos homens. A maioria diz que não gosta, mas a expressão de espanto erótico na cara de um homem bem amordaçado, quando descobre que só pode gemer, é irresistível para os instintos de violação de outro homem. Além do simbolismo e da "sensação de desamparo", permite à vítima gritar e morder durante o orgasmo, sem se preocupar em se controlar, o que só poderia fazer sem a mordaça se possuísse uma cabana isolada ou dispusesse de um quarto à prova de som. A maior parte dos homens que se excitam com isto gostam de ser completamente silenciados.
Alguns outros gostam que seus olhos sejam vendados além de, ou em vez, de serem amordaçadas.
Mas é difícil amordaçar alguém com uma segurança de cem por cento, exceto nos filmes em que um pedacinho de pano sobre a boca da heroína permite que o herói passe a seu lado, sem ouvi-la. Também o "prisioneiro" nunca deve ficar em situação de não poder indicar que algo de errado esteja acontecendo. Um pedaço de pano comprido, que dê várias voltas, quando bem colocado entre os dentes, ou uma bolinha de borracha fixada no meio de uma fita de três centímetros de largura por um parafuso e porca (a "poire" tradicional dos bordéis franceses) são suficientes. A fita adesiva silencia quem quer que seja, mas é dificílima de tirar. Tudo o que se usar deve ser firme, mas não pode e não deve interferir com a respiração, também deve ser fácil de tirar se alguma coisa der errado para o "prisioneiro": se ele sufocar, por exemplo, ou se sentir mal, ou ainda, qualquer outra situação de desconforto, lhe será difícil ou impossível expressar o que estiver ocorrendo. Os sinais (isto se aplica a todos os jogos de imobilização) devem ser combinados de antemão e nunca se deve abusar deles ou ignorá-los, sob a sanção, do seu uso ilícito, pode-se por exemplo, ter que "sofrer" mais dois orgasmos amarrado. Um grunhido em código Morse ou sinais como os usados em leilões são boas escolhas.
Lembre-se: A SEGURANÇA VEM SEMPRE EM PRIMEIRO LUGAR.
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